
O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular está por trás da etiqueta exibida no para-brisa dos carros novos. Na hora de comparar modelos, a eficiência e as notas de A a E são as referências mais conhecidas. Mas existe um índice que completa essa leitura ao mostrar quanta energia cada veículo usa para percorrer uma mesma distância.
O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular reúne dados oficiais sobre a eficiência dos veículos leves vendidos no Brasil. Coordenado pelo Inmetro com o Conpet, a classificação adota critérios comuns para medir e catalogar cada configuração. O resultado aparece na etiqueta fixada nos carros novos e nas tabelas publicadas pelo instituto.
Essa padronização permite comparar informações obtidas nas mesmas condições. Se você estiver em dúvida entre dois carros, pode consultar o desempenho de cada versão nos ensaios do programa. A identificação inclui motorização e transmissão, pois mudanças na configuração podem alterar o consumo.
A tabela também apresenta os resultados na cidade e na estrada, além da autonomia elétrica quando esse dado se aplica. Assim, o comprador encontra uma referência antes de visitar uma loja ou decidir pela versão. É o índice MJ/km que compara a energia que diferentes tecnologias usam para percorrer a mesma distância.
MJ/km significa megajoules por quilômetro, a medida da energia que o veículo usa para percorrer essa distância. Quanto menor for esse índice, menos energia o carro exige para cobrir o mesmo percurso. A unidade coloca diferentes fontes de energia sob uma referência comum, ainda que sejam armazenadas de modos distintos.
Nos veículos que usam combustível, o Inmetro divide a energia contida em cada litro pelo rendimento medido em km/l. Nos elétricos a bateria, o instituto converte o consumo em Wh/km para megajoules. Assim, tecnologias diferentes chegam à mesma unidade, e o comprador não precisa refazer a conta.
O índice ajuda a comparar eficiência, enquanto o km/l mostra uma medida familiar para planejar o abastecimento. Os ensaios seguem condições padronizadas, por isso funcionam como uma referência entre modelos. As características do trajeto e a maneira de dirigir podem mudar o consumo percebido. Saber ler os dois números deixa a etiqueta mais útil.
A comparação começa pela configuração exata que você pretende comprar. Duas versões do mesmo veículo podem usar motores ou transmissões diferentes e apresentar resultados próprios. Depois, a etiqueta relaciona a nota de eficiência com o consumo na cidade, na estrada e em MJ/km. Assim, você coloca lado a lado opções equivalentes.
As principais informações para conferir na etiqueta são:
Imagine que você esteja escolhendo um compacto para usar no trânsito e viajar nos fins de semana. O consumo urbano orienta o trajeto mais frequente, enquanto o rodoviário ajuda a estimar as viagens. Como todos os veículos passam pelo mesmo processo, os dados também revelam os destaques de cada categoria.
O Prêmio Mobilidade Limpa 2026 partiu dos dados públicos do PBEV. A Agência Autoinforme analisou mais de 900 modelos de 29 marcas, com data-base de março de 2026. Em sua quarta edição, a premiação reconheceu os menores índices de consumo energético encontrados em cada grupo.
O levantamento separou os modelos pela fonte de energia e também considerou carroceria e porte. Essas divisões formaram grupos de propostas semelhantes, como o de SUVs compactos híbridos plenos. Em cada categoria, a organização comparou os valores em MJ/km e reconheceu a configuração que apresentou o menor índice.
As categorias dão contexto a cada prêmio. Quem procura um SUV híbrido compara o resultado com outros veículos do segmento. E em 2026, um modelo da Hyundai ganhou destaque no recorte de eficiência.
Entre os SUVs compactos híbridos plenos, o menor índice ficou com o KONA Híbrido. O vencedor registrou 1,21 MJ/km no Prêmio Mobilidade Limpa 2026. Segundo o PBEV, o modelo percorre 18,4 km/l na cidade e 16 km/l na estrada. O resultado reúne duas referências para avaliar seu consumo.
O SUV une o motor Kappa 1.6 GDI aspirado ao propulsor elétrico, com transmissão DCT de seis marchas. O conjunto entrega 141 cv de potência e 27 kgfm de torque. Como híbrido pleno, ele pode usar a tração elétrica para mover o veículo. O sistema recupera energia durante a condução e dispensa conexão a uma tomada para recarga.
Uma boa comparação considera a configuração do veículo e o tipo de percurso mais frequente. A etiqueta reúne resultados de condições padronizadas e mostra como cada opção utiliza a energia disponível. Com essa referência, você pode equilibrar consumo, categoria e motorização de acordo com o carro que procura.
A eficiência pode acompanhar propostas diferentes. No KONA Híbrido, ela aparece em um sistema híbrido pleno. O resultado traz o compromisso da Hyundai com a mobilidade limpa em dados comparáveis pelo PBEV.
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