Detalhe das mãos de um mecânico aplicando fita adesiva amarela na borda do para-brisa de um veículo durante o serviço de manutenção.

Qual insulfilm é permitido no carro?

Uma película mais escura pode deixar o vidro abaixo dos 70% de transparência exigido pela lei. O resultado depende do conjunto instalado no carro.

O insulfilm costuma entrar na lista de acessórios logo após a compra do carro. Você escolhe o tom, pensa no conforto sob o sol e espera que o produto preserve a privacidade a bordo. Antes da aplicação, vale descobrir quais características atendem ao seu objetivo e às regras previstas para os vidros.

Ilustração lateral do Novo Hyundai i20 que indica a transparência mínima do insufilm.

O que é insulfilm e para que ele serve?

Insulfilm é o nome usado com frequência para a película automotiva aplicada aos vidros do carro. Os produtos variam em tonalidade e composição. Também mudam a passagem de luz e o conforto na cabine. Por isso, a escolha começa pela função procurada e pelas características declaradas na ficha do fabricante.

Alguns modelos reduzem parte da energia solar que atravessa o vidro. Alguns produtos também ampliam a proteção contra raios ultravioleta. A tonalidade, o bloqueio UV e o controle térmico representam características diferentes. O controle térmico depende da tecnologia usada, além da cor percebida.

A quantidade de luz também influencia o que você enxerga ao volante. O efeito ganha peso à noite e diante de objetos com pouco contraste. Estudos da Universidade Federal de São Paulo associam índices menores de passagem de luz à perda de nitidez visual em algumas condições. Essa relação explica por que a área dianteira recebe limites mais rigorosos.

Qual insulfilm é permitido em cada vidro?

A Resolução CONTRAN nº 960 exige ao menos 70% de transmitância luminosa no para-brisa e nos vidros laterais dianteiros. A regra considera o conjunto formado pelo vidro e pela película, e não apenas o produto escolhido. Nas demais áreas, o índice pode ficar abaixo de 70% quando o carro tem retrovisores externos dos dois lados.

A medida foi atualizada pela Resolução CONTRAN nº 989 em 2022. A mudança retirou o antigo mínimo de 28% dos vidros fora da visão necessária à condução. Os dois retrovisores externos, as laterais traseiras e o vidro de trás podem receber produtos abaixo de 70% de transparência. A nova redação entrou em vigor em 2 de janeiro de 2023 e mudou a referência usada para essas áreas.

As películas refletivas e opacas continuam proibidas em todas as áreas envidraçadas. A norma também veda bolhas na área crítica de visão e nos vidros indispensáveis à condução. Nessas áreas, a chancela precisa mostrar a marca do instalador e o índice de transmitância. Já a posição do vidro define qual limite deve ser respeitado.

G5, G20 e G70 indicam se a película é permitida?

G5, G20, G35 e G70 são referências comerciais, e a legislação não adota esses códigos como categorias. Os números costumam sugerir a tonalidade ou a passagem de luz declarada para o produto. Os resultados variam entre linhas. A regularidade depende do local de aplicação e do percentual obtido no conjunto instalado.

Compare três informações antes da instalação:

  • Código comercial: apresenta uma referência de tonalidade ou passagem de luz para aquele produto.
  • Vidro original: já interfere na quantidade de claridade que chega à cabine.
  • Resultado instalado: indica o percentual que poderá ser verificado durante uma fiscalização.

Imagine que você peça uma película “70” para o para-brisa e considere o nome suficiente para cumprir a regra. O vidro original já retém parte da luz, por isso a combinação pode ficar abaixo dos 70% exigidos. Depois da aplicação, o medidor mostra o resultado obtido pelo conjunto. Com esse número, você sabe se a combinação atende ao limite.

CRETA Limited equipado com película tipo insufilm na rua.

Como a película irregular é fiscalizada?

O agente verifica a passagem de luz com um medidor de transmitância luminosa aplicado ao conjunto instalado. O Inmetro precisa aprovar o modelo, que também passa por verificação metrológica. O auto deve identificar a área avaliada, a leitura, o valor considerado e o limite previsto para aquele vidro.

Para chegar ao valor considerado, o agente soma sete pontos percentuais à leitura do aparelho. Em um exemplo do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, uma medição de 50% resulta em 57%. Pela mesma regra, uma leitura de 63% chega a 70% para o enquadramento. O cálculo e os dois valores devem constar na autuação.

O Código de Trânsito Brasileiro enquadra a película irregular como infração grave. A penalidade reúne multa de R$ 195,23, cinco pontos atribuídos ao proprietário e retenção para regularização. Se a questão irregular for corrigida no local, o agente libera o veículo. Conferir o resultado antes de sair da instalação evita esse impasse.

A escolha certa considera o vidro e o veículo

A película faz parte de uma escolha maior sobre como você quer usar o carro. Luminosidade na cabine, conforto sob o sol e privacidade ganham pesos diferentes para quem roda na cidade ou viaja com frequência. Definir essas prioridades ajuda você a encontrar o veículo e os acessórios que combinam com seu perfil.

A linha Hyundai reúne modelos com propostas diferentes de espaço e tecnologia. Depois de escolher o carro, você pode avaliar a personalização de acordo com o projeto daquela versão e as regras de cada vidro. Com esses critérios, a compra começa com clareza e continua coerente nas escolhas que vêm depois.

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