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Descubra 15/05/2020

Dia da família em nova roupagem

Pandemia recria importância da instituição familiar

Desde 1993, a Organização das Nações Unidas (ONU) celebra, com o Dia da Família, comemorado em 15 de maio, a importância da instituição familiar. Agora, em 2020, a data ganha um significado todo especial, por causa da pandemia mundial causada pelo coronavírus. Se o chamado núcleo familiar, formado por mães, pais, filhas e filhos está mais próximo em tempos em que as famílias precisam manter o isolamento social, única forma comprovada pela Ciência para diminuir a circulação do vírus, a relação entre membros da família que não vivem no mesmo lar também está passando por profundas modificações. De acordo com o psicólogo Marcelo Santos, professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas (SP), o momento agora é de respeitar o isolamento social, mas, também, de todos pensarem em novas formas criativas de convívio para os próximos meses. “A convivência como havia antes, como aquela macarronada aos domingos e a casa cheia, vai demorar um tempo para voltar a ser segura”, afirma Santos.

Tecnologia vai impactar

O convívio familiar será realmente impactado. “Novas regras vão precisar ser criadas, na base da criatividade, porque o contato, como o brasileiro gosta, não vai poder existir por um bom tempo”, diz o especialista. O impacto da tecnologia, e suas transformações, nas várias gerações também é algo que influi no momento atual. Enquanto as crianças adaptam-se mais rápido, e realmente a tecnologia funciona como ferramenta para se relacionar, por exemplo, com os avós, entre os mais velhos, a necessidade de contato físico, ou até mesmo visual, nem que seja de longe, é essencial, na visão do especialista. “Por isso que temos visto algumas famílias pegarem o carro e passar na frente das casas dos pais ou avós apenas para um aceno, mesmo de longe, mas sem o uso da tecnologia”, diz Santos. “O cuidado com os mais idosos é importante, para eles não adoecerem do ponto de vista psicológico”. Apesar de, no passado, os idosos atuais terem passado por revoluções tecnológicas importantes, como a chegada da televisão, o contato físico na vida deles, diz Santos, é absolutamente essencial ainda.

Beijos e abraços

Nos próximos meses, quando as regras de flexibilização começarem a vigorar, o novo normal poderá ter reuniões só com poucas pessoas nas casas, para que, mesmo nestes casos, o distanciamento possa ser mantido, sem beijos e nem abraços. Viagens em famílias e grandes festas de aniversários tendem a ficar em segundo plano. Do ponto de vista da Psicologia, segundo o professor da Mackenzie, será importante analisar como o novo padrão de relacionamento familiar vai alterar, ou não, a característica do brasileiro. Um povo que, em linhas gerais, sempre priorizou o contato físico e o convívio entre as pessoas. “Mas é verdade também que, como estudamos isso, a tecnologia muitas vezes já vinha causando um certo distanciamento mesmo dentro de casa. Há casos de pais que chamam os filhos para almoçar pelo celular, apesar de estarem em andares diferentes da mesma casa”, diz o professor. “Em todos os casos, vai precisar haver esforço e criatividade para se criar novas regras”, afirma.

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